Em conversa com amigos recomendaram-me o restaurante Kaia Kahina. Falaram tão bem que logo surgiu o interesse. Fui ver a sua localização (vi que moro muito perto) passei a frente de carro e sabe aquelas atitudes parvas que temos, vemos de fora e traçamos logo um perfil, entretanto perdi o interesse.

Na Zomato vi que o restaurante disponibiliza de serviço take away, logo pensei, vou pedir e experimentar em casa, porém nunca tive oportunidade. Normalmente nunca penso em sair de propósito para um restaurante de comida moçambicana, então esta opção acabou por cair no esquecimento.

Tempos depois, o restaurante volta a ser comentado entre outros amigos e depois por outros e logo pensei, “pera aí”, “deve ser bom”.

Num dia de semana, estava eu de “bobeira”, queria comer algo diferente, mas perto de casa, parece que as nossas exigências vão aumentando e as opções diminuindo. Para estes casos, comecei a pôr os nomes de alguns restaurantes numa espécie de “lembretes” do meu iphone. Ao ver a minha lista de restaurantes que queria conhecer, lá apareceu Kaia Kahina e resolvi que ia ser desta.

Ao chegar à porta, pensei em voltar para trás, pois costumo passar lá a frente quando passeio o meu cão, o restaurante não é lindo de morrer, mas insisti comigo mesma que era desta.

Entrei pela porta errada, de facto havia duas portas para, segui uma pessoa que ia à minha frente, e pelo visto entrei pela cozinha, um bocado estranho. Quando estou dentro dou de cara com uma senhora muito simpática que logo perguntou se tinha reserva, pois de facto há poucos lugares. Como éramos duas pessoas, arranjaram um lugarzinho ao fundo, mas convém fazer reserva.

A primeira impressão que tive foi que a imagem do restaurante de fora não condiz com a imagem de dentro, é simpático, com alguns quadros de Moçambique, os proprietários estavam a ajudar a servir as mesas, bem frequentado.

Pedimos o menu e trouxeram-nos um pequeno quadro de louça verde com o menu escrito com giz, achei super engraçado, logo decidimos por um caril misto, de caranguejo e camarão, porém tinham-me dito que não deixasse de experimentar a shamosa de camarão e assim o fiz.

Enquanto não vinha a comida pedi uma cerveja moçambicana e trouxeram a Laurentina, cerveja agradável, leve, parecida com as cervejas brasileiras.

As shamosas chegaram super quentes, pois foram fritas na hora, mas o que me surpreendeu foi o molho de camarão dentro da shamosa, nossa! Que delícia! Parecia com o vatapá (comida baiana) uma espécie de creme de camarão que se põe dentro do acarajé (uma espécie de bolo frito feito com o miolo de feijão).

O caril tinha um aspeto fantástico, até fiquei aguada só de lembrar, mas vinha com pedaços grandes, ou seja, trazia os pedaços de caranguejo e camarões graúdos e suculentos. Para acompanhar o arroz basmati, branquinho e soltinho. Simplesmente delicioso, deu vontade de passar a tarde toda no restaurante a degustar essa iguaria tão maravilhosa.

Fiquei arrependida de não ter ido antes e agora que sei o caminho e sou vizinha, irei mais vezes nesta pérola escondida, bem ali na Rebelva, pertinho do colégio Os Maristas. Super Top!

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